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Vor 10 Jahren schuf ich mir ein Atelier, in dem ich begann meine bisherigen Arbeiten mit Balsaholz auf ein großes Format weiterzuentwickeln.

In einem Zeitraum von acht Jahren fertigte ich aus acrylbemalten Holzschnitten Collagen, deren Thema die in der Körpersprache geballte menschliche Emotion ist. Die Serie „N faces no names“ (2010) verkörpert für mich den Höhepunkt dieser Arbeit. Mithilfe derselben Technik meiner vorangegangenen Werke hatte ich eine Serie von Gesichtern von Persönlichkeiten des kulturellen Raums geschaffen. Ausgehend von Fotos von Persönlichkeiten zeichnete ich sie so, dass ihre Identität verwischt ist, um den Ausdruck – als das universelle zwischenmenschliche Kommunikationsmedium – zu verstärken. Der Titel der Serie verweist auf den Künstler Andy Warhol, der sich über viele Jahre Persönlichkeiten der öffentlichen Szene widmete, sowie auf Lou Reed, der in der Musikwelt die Polemik der Identität verfasste. Die 54. Biennale von Venedig wählte die Serie „N faces no names“ aus, mit der ich, als eine von fünf Künstlern, Italien in Bayern repräsentieren durfte, ein Anlass zum 150. Jahrestag der Einigung Italiens.

Mit “N faces no names“ schloss ich eine Phase meines künstlerischen Schaffens. Gleichzeitig ist es ein Neuanfang und meine Arbeiten sind seitdem verstärkt auf ein Konzept ausgerichtet. Das Jahr 2011 prägten die Suche nach neuen Materialien und der Beginn einer neuen Phase, in der meine Objekte ausgehend von einem Namen bzw. Thema entstanden. Die neue Produktion erhielt den Namen „Combined“, einen Ausdruck, den bereits Robert Rauschenberg verwendet hatte. „Hibernation“, eine Kombination aus Glas, Kissen und Zement war mein erstes Werk. Es folgten „Jumping/diving“, „Step“ und „Sky in reinforced concret“, basierend auf dem Selbstmordthema.

Die Serie “Bottled” entstand 2012 mit der zugrundeliegenden Idee Konzepte, die man aufbewahren müsse, in Glasflaschen zu stecken. Es entstanden “Rainbow“, “Water“, “Sand“, “Color“, “Plantation“, “Word“, “Body“, “Drawing“, “Bottle”, “Skin“.

Meine aktuellen Gemälde sind Ausschnitte von Innenräumen, die als Ganzes die Serie “Home” bilden. Dabei handelt es sich um Acrylmalereien auf japanischem Reispapier, das für die Konstruktion von Zwischenräumen im Innenraum üblich ist. Daher nannte ich sie “Interiores / Zwischen vier Wänden”.


PT

Há dez anos montei um atelier, onde passei a desenvolver em madeira um trabalho que já vinha realizando em tamanho reduzido. Trata-se de objetos que têm como tema a emoção concentrada na expressão corporal do Homem, construídos em madeira recortada, montados em forma de colagem e finalizados com tinta acrílica.

Desenvolvi esse trabalho por oito anos, num processo evolutivo que culminou em 2010, com a criação da série „N faces no names“.

„N faces no names“ é uma série de rostos, construídos na mesma técnica dos objetos anteriores, selecionados do ambiente cultural mundial. Fotos de personalidades foram trabalhadas através do desenho de forma que perdessem sua identidade e tivessem reforçada a expressão, que é a forma universal de comunicação da humanidade. O nome da série é uma referência a Andy Warhol, que desenvolveu grande parte dos seus trabalhos  tendo como tema personalidades do mundo público, e a Lou Reed, que redigiu em música a polêmica da identidade.

Com essa série fui selecionada pela 54. Bienal de Veneza para expor no „Padiglione Italia“ como um dos cinco artistas a representarem a Itália na Baviera; um projeto da Bienal em ocasião do 150. Aniversário da Unificação da Itália.

Com esse trabalho acredito ter encerrado um ciclo e iniciado um novo, basicamente conceitual, onde a ideia é o tema motor para a criação do objeto.

Em 2011 parti para a pesquisa de materiais e iniciei uma nova fase de trabalhos criados sobre um título-tema. A essa nova produção em que combino diferentes materiais para a concretização de uma idéia, adotei a expressão “Combined” já utilizada por Robert Rauschenberg.

O primeiro trabalho que realisei neste ano foi uma série de tres objetos que combinam vidro, travesseiro e cimento intitulada „Hibernation”. Depois criei „Jumping/diving“, „Step“ e „Sky in reinforced concret“ baseados em um suicídio.

A série „Bottled“ foi realizada em 2012. A idéia é engarrafar conceitos a serem conservados em garrafas de vidro. Assim surgiram “Rainbow“, “Water“, “Sand“, “Color“, “Plantation“, “Word“, “Body“, “Drawing“, “Bottle“, “Skin”;

As pinturas atuais são “recortes” de interiores agrupados na série “Home”. São executadas em tinta acrílica sobre papel arroz japonês, que normalmente é utílizado na construção de divisórias de espaços internos. São intituladas “Interiores / Zwischen vier Wänden” [entre quatro paredes].


Copyright © by Iara Simonetti

 

IARA SIMONETTI

Exhibitions 2013/14

“Innovation and Tradition”

Kulturklub EPO, Europäisches Patentamt, Munich

05.11. - 13.12.2013